Exhibition view of Caixa Negra in Galeria Presença. 2014.

Caixa Negra ( Black Box) explores the narrative power of objects together with a discourse of construction/ deconstruction in the relation of text and image.


After the disappearance of the Malaysian Airlines flight MH370 March 2014, Inês d'Orey photographed a black box of an airplane, driven by the exceptional narrative character that this object holds. This is how she started a collection of objects, some more unusual than others, which intertwine with facts, stories and extraordinary ideas, in a space proposed by the author.


In this cabinet of curiosities of objects, either banal or uncommon, the levels of interpretation and meaning are notably subjective. The black-and-white photographs, unique copies photo-sensitized with photographic emulsion on watercolour paper, are engraved with a word in bas-relief, only perceptible when the viewer approaches the work. Sentences in stencil that are scattered throughout the exhibition space, also give as clues to the ideas associated with some of the objects. The photographed objects acquire this way a new meaning wherein the visual impact is emphasised or diminished.


The central presence of a large light box reminds us how it all began.


Caixa Negra suggests a constant interplay between image and text, between the viewer's perception and the (often cryptic) interpretation of the author, thus creating a cycle of multiple experiences and meanings.

Caixa Negra explora o poder narrativo dos objectos a par de um discurso de construção/desconstrução na relação de imagem com texto.

Depois do desaparecimento do avião MH370 da Malaysian Airlines em Março de 2014, Inês d’Orey fotografou uma caixa negra de um avião, impulsionada pelo excepcional carácter narrativo que este objecto encerra. Foi desta forma que iniciou uma colecção de objectos, uns mais insólitos do que outros, que se entrelaçam, num espaço proposto pela autora, com factos, histórias e ideias extraordinárias.

Neste gabinete de curiosidades de objectos, ora banais, ora inusitados, os planos da interpretação e da significação são eminentemente subjectivos. As fotografias a preto e branco, exemplares únicos foto-sensibilizados com emulsão fotográfica sobre papel de aguarela, são timbradas com uma palavra em baixo-relevo, apenas perceptível quando o espectador se aproxima da obra. Frases em stencil que se encontram espalhadas pelo espaço expositivo dão igualmente pistas às ideias associadas a alguns dos objectos. Os objectos fotografados adquirem assim um novo significado em que o impacto visual é enfatizado ou diminuído.

A presença central de uma enorme caixa de luz faz-nos lembrar de como tudo começou.

Caixa Negra sugere um jogo constante entre imagem e texto, entre a percepção do espectador e a interpretação (muitas vezes críptica) da autora, criando assim um ciclo de múltiplas experiências e significados.

Exhibition view of Caixa Negra in Galeria Presença. 2014.

Caixa Negra ( Black Box) explores the narrative power of objects together with a discourse of construction/ deconstruction in the relation of text and image.


After the disappearance of the Malaysian Airlines flight MH370 March 2014, Inês d'Orey photographed a black box of an airplane, driven by the exceptional narrative character that this object holds. This is how she started a collection of objects, some more unusual than others, which intertwine with facts, stories and extraordinary ideas, in a space proposed by the author.


In this cabinet of curiosities of objects, either banal or uncommon, the levels of interpretation and meaning are notably subjective. The black-and-white photographs, unique copies photo-sensitized with photographic emulsion on watercolour paper, are engraved with a word in bas-relief, only perceptible when the viewer approaches the work. Sentences in stencil that are scattered throughout the exhibition space, also give as clues to the ideas associated with some of the objects. The photographed objects acquire this way a new meaning wherein the visual impact is emphasised or diminished.


The central presence of a large light box reminds us how it all began.


Caixa Negra suggests a constant interplay between image and text, between the viewer's perception and the (often cryptic) interpretation of the author, thus creating a cycle of multiple experiences and meanings.

Caixa Negra explora o poder narrativo dos objectos a par de um discurso de construção/desconstrução na relação de imagem com texto.

Depois do desaparecimento do avião MH370 da Malaysian Airlines em Março de 2014, Inês d’Orey fotografou uma caixa negra de um avião, impulsionada pelo excepcional carácter narrativo que este objecto encerra. Foi desta forma que iniciou uma colecção de objectos, uns mais insólitos do que outros, que se entrelaçam, num espaço proposto pela autora, com factos, histórias e ideias extraordinárias.

Neste gabinete de curiosidades de objectos, ora banais, ora inusitados, os planos da interpretação e da significação são eminentemente subjectivos. As fotografias a preto e branco, exemplares únicos foto-sensibilizados com emulsão fotográfica sobre papel de aguarela, são timbradas com uma palavra em baixo-relevo, apenas perceptível quando o espectador se aproxima da obra. Frases em stencil que se encontram espalhadas pelo espaço expositivo dão igualmente pistas às ideias associadas a alguns dos objectos. Os objectos fotografados adquirem assim um novo significado em que o impacto visual é enfatizado ou diminuído.

A presença central de uma enorme caixa de luz faz-nos lembrar de como tudo começou.

Caixa Negra sugere um jogo constante entre imagem e texto, entre a percepção do espectador e a interpretação (muitas vezes críptica) da autora, criando assim um ciclo de múltiplas experiências e significados.